Redes Sociais Universidade Multinível

Como Utilizar as Redes Sociais

Onde as redes sociais podem ser utilizadas?

De maneira geral pensa-se de imediato no contexto externo, com a criação de relacionamentos com clientes. Mas, pensem bem: as redes sociais são diferentes da tradicional Internet unidirecional onde a empresa é a detentora do monopólio das informações sobre si. Uma rede social “empowers” os clientes permitindo a eles compartilharem, conectarem e colaborarem entre si, tornando-os menos dependentes das informações geradas pela própria empresa. Eles passam a ter mais condições de influenciar ou mesmo direcionar o mercado. As redes sociais amplificam (são megafone virtuais) as reclamações dos consumidores e estão reescrevendo as regras do atendimento. O consumidor hoje não pode mais ser medido apenas pelo seu poder de compra, mas deve também ser medido pelo seu valor social, ou seja, pela sua capacidade de multiplicar as criticas ou elogios pelas redes sociais. Um empresa consciente deste novo contexto pode se tornar mais responsiva às demandas do seu mercado.

Mas existe também o lado interno. As redes sociais também “empowers” os colaboradores, abrindo espaço para uma organização menos dependente de hierarquias e mais aberta à inovações.

É indiscutível que a sociedade está cada vez mais conectada, compartilhando mais e mais informações. As redes sociais estão mudando a maneira de como nos comunicamos. Um Facebook tem pouco a ver com o agora já “velho” email. Um email nada mais é do que o correspondente digital da carta em papel enviada pelos correios. As redes sociais quebram barreiras hierárquicas, pois voce pode ser amigo virtual de seu chefe. Ele pode até estar seguindo você no Twitter. O próprio conceito de privacidade começa a ser modificado, em um cenário onde compartilhamos praticamente tudo, do que comemos no café da manhã às fotos da nossa última viagem de férias. Os números são inquestionáveis. O Facebook tem mais de 800 milhões de usuários ativos, o que o tornaria, caso fosse um país, no terceiro em população, perdendo apenas para a China e a Índia. A cada mês 25 bilhões de itens, como links, notícias, fotos, etc, são compartilhados. E seus usuários ficam online 900 bilhões de minutos por mês.

Mais interessante ainda são as pesquisas que tem mostrado que os usuários das redes sociais no Brasil não são apenas adolescentes. Em fevereiro deste ano o Ibope Nielsen divulgou pesquisa que apontava que a maioria dos usuarios que navegaram nas redes sociais tinha mais de 35 anos. Um dos dados mais curiosos é que atualmente o grupo de usuarios com mais de 50 anos de idade supera o de pessoas entre 18 e 24 anos. Esta mesma pesquisa mostrou que 78% dos internatuas brasileiros tinham visitado estes sites sociais. Portanto, ignorar as redes sociais é ignorar a própria evolução da Internet.

Mas, qual poderia ou melhor deveria ser o papel do CIO neste cenário?

Na minha opinião os CIOs deveriam assumir a liderança do processo de inovação e uso de redes sociais nas empresas. O primeiro passo é conhecer a potencialidade das redes sociais, usando estas redes no seu dia a dia. É muito importante que a adoção das redes sociais esteja claramente alinhada com objetivos do negócio, tanto na criação de comunidades internas quanto externas. Aqui observo que pensar em redes sociais apenas como um simples meio complementar de comunicação com os clientes é muito restritivo e de pouco valor estratégico.

O entendimento da lógica das redes sociais é crucial. É necessário compreender porque os usuarios e clientes estariam motivados a participar da rede social criada por sua empresa. Nem todos usuarios contribuem com conteudo. A imensa maioria apenas observa e não se manifesta ativamente. Como motivá-los a contribuir com conteúdo?

A escolha da tecnologia mais adequada também é um fator crítico de sucesso. A tecnologia que vai servir de base para a rede social deve estar alinhada com a arquitetura de TI da empresa de modo a permitir integração com outras aplicações. O próprio Facebook é uma plataforma que permite a criação de aplicativos que se integrem a ele. Basta ver que hoje já existem mais de 250.000 websites integrados à esta plataforma, que atingem mais de 100 milhões de usuarios por mês. A plataforma disponibiliza hoje mais de 550.000 aplicativos e tem uma rede de mais de um milhão de desenvolvedores em mais de 180 países.

A área de TI também deve lidar com os inevitáveis questionamentos em relação a segurança e privacidade. Claro que aparecem novos riscos, como quebras de segurança e vazamento de informações confidenciais e propriedade intelectual. Um bom caminho é criar uma politica de uso de redes sociais, definindo claramente como estas redes podem ser usadas. Este é um assunto que merece atenção e pretendo voltar a ele em breve, em um futuro post.

A liderança no processo de adoção de redes sociais na empresa obriga a que o CIO motive o CEO e demais executivos quanto ao seu potencial e até mesmo crie um conselho voltado ao desenho das estratégias de seu uso. Pode também criar uma nova posição, que eu chamo de “social architect”, profissional versado em redes sociais, interação com comunidades e familar com a organização e suas peculiaridades. Será o “evangelista” e “estrategista social” da empresa e deve estar diretamente ligado ao CIO.

Enfim, os CIOs tem uma oportunidade única e não devem desperdiçá-la. As redes sociais já fazem parte do dia a dia dos funcionários e clientes. Usá-las nas empresas é apenas um passo a mais no uso da Internet.

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